A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida destinados ao tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem manter o controle adequado da doença. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (29).
Os novos medicamentos registrados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, produzidos por diferentes laboratórios. Eles poderão ser utilizados como complemento ao tratamento que inclui alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, principalmente para pacientes que apresentam contraindicação ou intolerância ao uso da metformina.
A semaglutida é um análogo sintético do hormônio GLP-1, substância que estimula a produção de insulina, auxilia no controle da glicemia e aumenta a sensação de saciedade. Embora o princípio ativo também seja conhecido pelos efeitos na redução de peso, a aprovação concedida pela Anvisa é destinada exclusivamente ao tratamento do diabetes tipo 2.
Segundo a agência reguladora, este é o maior número de registros concedidos simultaneamente para medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1. O crescimento das solicitações ocorre em razão do desenvolvimento de versões sintéticas da substância produzidas em laboratório. Atualmente, cerca de 68% dos pedidos de registro dessa categoria protocolados na Anvisa são de medicamentos sintéticos.
A Anvisa ressaltou que sua função é avaliar a segurança, a qualidade e a eficácia dos medicamentos antes da autorização para comercialização, não participando da venda ou da distribuição dos produtos.
Alerta contra golpes
A agência também fez um alerta sobre golpes envolvendo falsas ofertas de canetas emagrecedoras supostamente comercializadas pela própria Anvisa. O órgão reforça que não vende medicamentos e orienta que qualquer anúncio desse tipo seja denunciado por meio da plataforma Fala.BR.
Outro ponto destacado é a Retatrutida, medicamento que ainda está em fase de estudos clínicos e não possui registro nem autorização para comercialização em nenhum país, incluindo o Brasil. Apesar disso, versões irregulares têm sido anunciadas na internet e já foram apreendidas em ações de fiscalização.
A recomendação da Anvisa é que os consumidores adquiram medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados e evitem produtos de origem desconhecida, reduzindo riscos à saúde.
Fonte: Agência Brasil




