A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instaurou uma investigação disciplinar para apurar a conduta do delegado Marcus Vinícius Amim, ex-secretário de Polícia Civil, após ele ser um dos alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal.
A operação investiga um suposto esquema de relações entre agentes públicos e organizações criminosas que atuam no estado, além de possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que não compactua com eventuais desvios de conduta e destacou que mantém mecanismos internos de controle para apurar possíveis irregularidades praticadas por seus integrantes.
As investigações tiveram início a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações financeiras de aproximadamente R$ 7,6 bilhões realizadas pelo grupo investigado ao longo dos últimos seis anos.
Marcus Vinícius Amim comandou a Secretaria de Polícia Civil entre outubro de 2023 e agosto de 2024. Sua nomeação foi possível após uma alteração na legislação estadual que reduziu o tempo mínimo de carreira exigido para o cargo de secretário.
A Operação Unha e Carne foi iniciada em dezembro de 2025 para apurar, inicialmente, o vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho. Ao longo das fases seguintes, a investigação passou a apurar uma suposta rede de influência envolvendo agentes públicos, empresários e integrantes do Poder Judiciário.
Na quinta fase da operação, realizada na última semana, foram alvos o empresário Fernando Trabach Gomes, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, o pastor Márcio Poncio e o contraventor Adilsinho. Já nesta sexta etapa, a Polícia Federal ampliou as investigações sobre a atuação de agentes públicos e possíveis ramificações do esquema.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada investigado.
Fonte: g1 – Foto: Reprodução



