A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Segundo o parlamentar, a medida é necessária para subsidiar a produção de relatórios de inteligência financeira no âmbito das investigações.

Lulinha é citado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro de 2025. A investigação apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados que teria prejudicado aposentados e pensionistas.

De acordo com as apurações, mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mencionariam o repasse de valores que estariam sob análise dos investigadores.

Defesa nega envolvimento
Em nota divulgada na quarta-feira (25), a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele não possui qualquer relação com as fraudes investigadas e que não recebeu recursos de origem ilícita. O advogado declarou ainda que solicitou acesso aos autos do processo para prestar esclarecimentos formais.

Outros requerimentos aprovados
Durante a 32ª reunião da comissão, foram aprovados, em bloco, outros 86 requerimentos. Entre eles, a quebra de sigilos bancário e fiscal do Banco Master e a convocação de investigados e testemunhas, como o ex-deputado federal André Moura.

Também foram aprovadas convocações de empresários e ex-assessores citados nas investigações conduzidas pela PF e pela CGU.
Após a proclamação do resultado das votações, a reunião foi marcada por tumulto entre parlamentares, com troca de empurrões e interrupção temporária dos trabalhos.

Próximos passos
A CPMI deve ouvir nos próximos dias empresários citados nas investigações. Alguns convocados não compareceram à sessão desta quinta-feira, apresentando justificativas formais.

A comissão é composta por deputados e senadores e tem como objetivo apurar responsabilidades sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Geraldo Magela

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