O terceiro foragido no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, se apresentou à polícia por volta das 11h desta quarta-feira (4). Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, compareceu à 12ª Delegacia de Polícia acompanhado de advogado.
Ele é um dos quatro réus denunciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas e cárcere privado. A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente, após manifestação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Outros dois acusados — Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 — já haviam se entregue na terça-feira (3) e foram transferidos para o Presídio José Frederico Marques, na Zona Norte da capital. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, seguia foragido até a última atualização.
Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, exonerado do cargo nesta quarta-feira.
Habeas corpus negados
A Justiça do Rio de Janeiro negou pedidos de habeas corpus apresentados por três dos investigados. As decisões foram proferidas pela 6ª Câmara Criminal. Como o processo tramita em segredo de Justiça, não há detalhes públicos sobre os recursos.
Menor investigado
Além dos quatro maiores de idade, um adolescente também é investigado por ato infracional análogo ao crime. O inquérito foi desmembrado e encaminhado à Vara da Infância e Juventude.
O Ministério Público se manifestou contra a apreensão do menor, entendendo não haver, neste momento, necessidade de internação provisória. O caso segue em análise judicial.
Novas denúncias
Nos últimos dias, outras duas jovens procuraram a delegacia relatando abusos atribuídos a integrantes do grupo. Uma delas afirmou que o crime ocorreu quando tinha 14 anos; outra apontou um dos réus como autor de violência sexual.
As denúncias estão sendo apuradas separadamente.
O caso
Segundo o inquérito da 12ª DP, a vítima foi convidada por um adolescente para ir a um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, no dia 31 de janeiro. No local, teria sido submetida a violência sexual praticada por vários envolvidos, além de agressões físicas.
Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada e saída dos investigados e da vítima no prédio. Conversas por aplicativo de mensagens também integram o inquérito.
O laudo pericial apontou lesões compatíveis com violência física e sexual. Materiais foram recolhidos para exames genéticos.
O caso segue sob investigação.




