A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em * junho de 2025*, o menor índice já registrado na série histórica da PNAD Contínua do IBGE . Mesmo com essa queda significativa, especialistas destacam que fatores como informalidade elevada, alta subutilização da força de trabalho e desigualdades por gênero, raça e escolaridade ainda presentes no cenário exigem atenção nas próximas etapas de recuperação econômica.

🔍 Panorama do mercado de trabalho

São aproximadamente 6,3 milhões de pessoas sem trabalho, número mais baixo já registrado no histórico da pesquisa .

O contingente de trabalhadores ocupados ultrapassou 101 milhões, impulsionado principalmente pelos vínculos formais e pela expansão do setor de serviços.

Trabalhadores com carteira assinada atingiram recorde, aproximando-se de 40 milhões — indicador que aponta avanço na formalização da mão de obra .

A taxa de informalidade permanece alta, acima de 38%, refletindo ocupações sem registro legal e instabilidade no emprego .

A subutilização da força de trabalho (pessoas desocupadas, subocupadas ou potenciais trabalhadores) recuou, mas segue em 14,4%, indicando espaço para aumento de horas ou melhora nas condições laborais .

💬 O que dizem os especialistas

Economistas entrevistados afirmam que o mercado de trabalho segue resiliente, com crescimento do emprego formal e elevação da renda média real. Isso contribui para o consumo e para a redução da desigualdade social. Entretanto, alertam que o avanço da política monetária pode impactar o mercado de trabalho a partir do segundo semestre de 2025 .

Analistas do IBRE‑FGV destacam que, apesar da estabilidade atual, o aumento da taxa de juros deve atingir inicialmente os segmentos informais, que oferecem menor proteção social e são mais sensíveis ao custo do crédito .

✅ O que muda com esses dados?

Ainda que a queda da taxa de desemprego seja uma ótima notícia, o cenário exige políticas mais focadas:

Reforço na qualificação profissional e desenvolvimento de habilidades técnicas;

Incentivo à formalização de empregos e proteção trabalhista;

Redução das * desigualdades regionais e sociais* no acesso ao mercado de trabalho.

📌 Resumo dos Indicadores

Indicador Valor

Taxa de Desemprego 5,8%
População Desocupada ~6,3 milhões
Empregos Formais (carteira assinada) ~40 milhões
Taxa de Informalidade ~38%
Taxa de Subutilização da Força 14,4%

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