Novos desdobramentos do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, colocaram o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no centro das investigações.

De acordo com reportagem publicada pelo portal Intercept Brasil e confirmada pela TV Globo, Eduardo atuou como produtor-executivo do longa e tinha entre suas funções a captação de recursos para viabilizar o projeto cinematográfico. O contrato, assinado digitalmente em janeiro de 2024, também inclui o deputado federal Mário Frias (PL-SP) na produção.

Segundo o documento, os produtores-executivos deveriam participar diretamente das estratégias de financiamento, incluindo contato com investidores, busca por incentivos fiscais, patrocínios e apoio financeiro para o filme.

A investigação ganhou força após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No material revelado pelo Intercept, Flávio aparece cobrando pagamentos ligados ao projeto. Conforme a reportagem, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção do filme.

Daniel Vorcaro está preso preventivamente em Brasília e é investigado pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Uma das linhas de apuração agora busca identificar se os recursos enviados tinham relação direta com a produção cinematográfica ou se parte do dinheiro teria sido utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele reside desde fevereiro do ano passado.

Na quinta-feira (14), Eduardo Bolsonaro afirmou, por meio das redes sociais, que sua situação migratória nos Estados Unidos impediria o recebimento de recursos oriundos de fundos de investimento ligados a Vorcaro.

A produtora responsável pelo filme, GoUp Entertainment, possui sede na Flórida e também entrou no radar das autoridades. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação preliminar sobre supostas irregularidades envolvendo o repasse de emendas parlamentares para entidades ligadas ao grupo empresarial associado à produtora.

O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.

Fonte: g1
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

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