Uma operação da Polícia Militar desarticulou, na noite desta quarta-feira (06), uma fábrica clandestina de sabão em pó falsificado que funcionava em um galpão na Rua Projetada, na região do Areal da Pecuária, em Campos dos Goytacazes. Sete homens e uma mulher foram presos em flagrante durante a ação.

De acordo com informações apuradas pelas equipes policiais, o local vinha sendo monitorado após denúncias apontarem a existência de um esquema de adulteração e reembalagem de produtos de limpeza. Durante a vigilância, os agentes observaram a saída de oito pessoas do galpão, todas com resíduos de uma substância azul nas mãos.

Após a abordagem, os suspeitos confirmaram que trabalhavam no imóvel e permitiram a entrada da polícia. No interior do galpão, os agentes encontraram uma verdadeira linha de produção clandestina, com grande quantidade de embalagens abertas da marca Ultralar, caixas da marca OMO já preenchidas com uma mistura suspeita de sabão em pó e um produto esverdeado ainda não identificado, além de uma caixa-d’água utilizada para preparar a substância adulterada.

Segundo os relatos colhidos no local, o material original era retirado das embalagens, misturado a outros componentes e depois acondicionado em embalagens falsificadas da marca OMO. As embalagens eram fechadas com cola para simular um produto original antes de serem distribuídas em caminhões para comercialização em supermercados e outros estabelecimentos.

A estrutura encontrada chamou atenção dos agentes. O galpão possuía câmeras de monitoramento e uma operação considerada organizada, indicando possível atuação em larga escala no comércio ilegal de produtos falsificados.

A Vigilância Sanitária Municipal também participou da ocorrência e interditou o imóvel após constatar diversas irregularidades sanitárias. A perícia técnica foi acionada para analisar os produtos encontrados e identificar os componentes utilizados na adulteração.

Todos os envolvidos foram encaminhados para a 134ª Delegacia de Polícia, no Centro de Campos, onde permaneceram presos à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar o proprietário do galpão e outros possíveis envolvidos no esquema.

Fonte: Polícia Militar / Vigilância Sanitária
Foto: Reprodução

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