Recorte regional do Anuário do Petróleo aponta crescimento da produção na Bacia de Campos e novas oportunidades para a região

A Firjan SENAI SESI lançou, nesta quinta-feira (3), em Macaé, o recorte Norte Fluminense da 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio. A publicação reúne dados, análises e perspectivas sobre os setores de petróleo, gás natural e energia e destaca a importância estratégica da região para a indústria nacional.

O lançamento aconteceu na Firjan SENAI Macaé e reuniu cerca de 110 representantes de empresas e instituições ligadas ao mercado de óleo e gás. O evento contou com a participação do prefeito de Macaé, Welberth Rezende, além de representantes da Prefeitura, da Firjan, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do setor empresarial.

Durante o encontro, também foi realizado um debate sobre as perspectivas para o mercado, mediado pela gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso.

Segundo Welberth Rezende, o acesso a dados atualizados é fundamental para que o poder público e o setor produtivo possam planejar investimentos e preparar a região para as transformações do mercado de energia.

Bacia de Campos volta a crescer

Um dos principais destaques do levantamento é o desempenho da Bacia de Campos. A produção chegou a 741 mil barris de petróleo por dia em 2025, crescimento de 9% em relação a 2024.

Nos primeiros sete meses de 2026, a média diária ficou 11% acima da registrada em 2025, reforçando a recuperação da bacia.

Mais de 75% da produção da Bacia de Campos teve origem no estado do Rio de Janeiro em 2025. No Norte Fluminense, o crescimento foi de 4% em relação ao ano anterior. Nos primeiros sete meses de 2026, a média diária também apresentou alta de 5% na comparação com 2025.

Para o coordenador da Comissão Empresarial da Firjan em Macaé, João Carlos, a realização do evento na região reforça a importância de discutir o futuro da indústria diretamente no território que historicamente concentra parte relevante da atividade.

“A região viveu a expansão do petróleo, passou por momentos de retração e hoje vive um novo ciclo de crescimento com a chegada de operadoras independentes”, destacou.

O analista de Pesquisa Energética da EPE, Carlos Augusto Pacheco, ressaltou que os números demonstram o potencial dos campos maduros da Bacia de Campos, especialmente diante de novos investimentos, tecnologias e estratégias de recuperação.

Dados para orientar novos investimentos

A edição de 2026 também apresenta uma reformulação do Mapa do Petróleo no Rio de Janeiro, ferramenta interativa que reúne informações sobre os principais ativos e estruturas da cadeia produtiva do petróleo no estado.

A publicação também disponibiliza um painel dinâmico de dados no Observatório Firjan, ampliando o acesso a informações sobre produção, infraestrutura e os fatores que sustentam a posição do Rio de Janeiro como líder nacional na indústria de petróleo.

Para a Firjan, o recorte específico do Norte Fluminense permite uma compreensão mais detalhada da infraestrutura, da produção e das oportunidades que devem influenciar os próximos anos da indústria de óleo e gás na região.

Fonte: Ascom

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