A Firjan lançou o estudo “Soluções Baseadas na Natureza, Clima e Negócios”, reforçando a importância de ações que utilizam processos naturais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e promover desenvolvimento sustentável. A publicação integra a agenda de debates do setor produtivo rumo à COP30.

As chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SbN) envolvem práticas como recuperação florestal, preservação de manguezais, requalificação de áreas degradadas e sistemas de drenagem inspirados no comportamento do solo natural. O objetivo é reduzir emissões, aumentar a resiliência climática e evitar desastres como enchentes, deslizamentos e crises hídricas.

Segundo o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, apostar nessas soluções é uma urgência econômica e ambiental.

“Os eventos climáticos extremos têm causado perdas irreparáveis. Precisamos trabalhar com a natureza, não contra ela. O Brasil é uma potência ambiental, mas também um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas”, afirmou.

A Firjan destaca ainda que as SbN geram benefícios sociais e econômicos, impulsionando o setor empresarial rumo à inovação e competitividade sustentável. Para a vice-presidente do Conselho Empresarial ESG, Claudia Guimarães, integrar biodiversidade, clima e desenvolvimento é essencial.

“As decisões econômicas precisam considerar o valor da natureza. Isso garante crescimento com inclusão e resiliência”, destacou.

O estudo reúne exemplos práticos já em andamento no estado do Rio, como a Reserva Caruara do Porto do Açu, em São João da Barra; projetos da Ternium para conservação de manguezais; a estação ecológica da Águas de Juturnaíba, em Araruama; e o programa Replantando Vida, da Cedae, que produz milhões de mudas da Mata Atlântica.

As iniciativas mostram que, além de reduzir impactos climáticos, as SbN podem melhorar a oferta de água, reduzir enchentes, tratar efluentes e tornar cidades mais inteligentes e seguras.

“Não há futuro para o modelo tradicional. Empresas precisam se adaptar aos novos desafios para manter relevância e competitividade”, reforçou Jorge Peron Mendes, gerente de Sustentabilidade da Firjan.

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