A chegada das frentes frias ao estado do Rio de Janeiro exige atenção especial de pessoas que convivem com doenças respiratórias, como a asma. Durante o inverno, o ar frio e seco, a maior circulação de vírus e a permanência em ambientes fechados podem favorecer crises e agravar sintomas, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

A pneumologista Danielle Vasconcelos, do Departamento Médico da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), explica que o ar frio pode provocar a contração dos brônquios. Em pessoas com asma ou outras doenças respiratórias, essa reação pode ser mais intensa, provocando falta de ar, chiado e tosse.

Outro fator de preocupação é a menor ventilação dos ambientes durante os dias frios. A concentração de poeira, mofo, ácaros e vírus respiratórios pode aumentar e funcionar como gatilho para crises.

Crianças e idosos precisam de atenção especial
Segundo a especialista, crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis durante o inverno.

Nas crianças, as vias aéreas são menores e o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Já nos idosos, a resposta imunológica tende a ser mais lenta e a presença de outras doenças pode aumentar o risco de complicações, internações e pneumonias.

A orientação é procurar atendimento médico diante de sinais como falta de ar persistente, chiado intenso, dificuldade para falar frases completas, lábios arroxeados ou esforço excessivo para respirar.

Nas crianças, um sinal de alerta é quando as costelas ou a barriga afundam durante a respiração.

Tratamento e prevenção
A pneumologista também chama atenção para a importância de manter o tratamento prescrito, mesmo quando os sintomas desaparecem. O acompanhamento médico e o uso correto das medicações ajudam a controlar a inflamação das vias aéreas e reduzir o risco de novas crises.

Entre as recomendações estão manter a vacinação em dia, utilizar corretamente os medicamentos prescritos, manter-se hidratado, ventilar os ambientes, evitar o acúmulo de poeira, mofo e ácaros e reduzir mudanças bruscas de temperatura.

A especialista reforça que os cuidados devem fazer parte da rotina e não apenas ser adotados durante uma crise respiratória.

Fonte: Alerj
Foto: Thiago Lontra

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