Vídeos registrados nesta sexta-feira mostram grande quantidade de fuligem no ar; legislação restringe a prática da queima da palha da cana-de-açúcar

A presença de grande quantidade de fuligem em diferentes pontos da região, registrada em vídeos na tarde desta sexta-feira (12), voltou a chamar a atenção da população e reacendeu o debate sobre as queimadas em áreas de cultivo de cana-de-açúcar.

Conhecida popularmente como “chuva de fuligem”, a situação costuma gerar reclamações de moradores devido aos impactos na qualidade do ar, na limpeza urbana e, principalmente, na saúde da população, especialmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

A legislação ambiental brasileira restringe a prática da queima da palha da cana-de-açúcar, permitindo sua realização apenas em situações específicas e mediante autorização dos órgãos ambientais competentes. Nos últimos anos, a mecanização da colheita reduziu significativamente o uso da queima como método de preparo dos canaviais.

Além dos impactos ambientais, a fumaça e as partículas lançadas na atmosfera podem provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de agravar quadros de asma, bronquite e outras doenças respiratórias.

Especialistas alertam que a identificação da origem da fuligem é fundamental para que os órgãos de fiscalização possam apurar se houve descumprimento da legislação ambiental ou ocorrência de incêndios acidentais em áreas rurais.

Moradores que presenciarem queimadas ou situações suspeitas podem acionar os órgãos ambientais, a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros para registro e apuração dos fatos.

As imagens registradas nesta sexta-feira mostram a intensa dispersão da fuligem, que chegou a atingir áreas urbanas, gerando preocupação entre moradores e motoristas.

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