Um grupo de mães de crianças atípicas assistidas pelo Instituto Sawanna denunciou atrasos no repasse de recursos por parte da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, o que estaria impactando diretamente a frequência dos atendimentos oferecidos pela instituição.
De acordo com os relatos, as crianças atendidas — muitas delas com câncer, doenças raras, autismo e doenças degenerativas — dependem de acompanhamento contínuo e especializado. Com a redução dos atendimentos, que atualmente estariam ocorrendo a cada duas semanas, há preocupação com possíveis prejuízos ao desenvolvimento e à saúde dos pacientes.
As famílias destacam que a interrupção ou diminuição dos serviços pode comprometer tratamentos essenciais, sobretudo em casos que exigem acompanhamento frequente.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde de Campos informou, por meio de nota, que a suspensão dos repasses ocorreu devido a inconformidades na prestação de contas por parte da instituição.
Segundo o órgão, a situação já foi regularizada e o pagamento referente ao mês de janeiro foi processado no dia 1º de abril. A secretaria afirmou ainda que os demais repasses devem ser realizados nas próximas semanas.
O caso reacende o debate sobre a regularidade no financiamento de instituições que prestam serviços essenciais de saúde e assistência, especialmente para públicos em situação de maior vulnerabilidade.



