Corpo de Bombeiros realizou 623 resgates e quase 18 mil ações preventivas entre janeiro e junho; campanha reforça cuidados no Dia Mundial da Prevenção do Afogamento.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro realizou 623 resgates de banhistas nas praias do Norte Fluminense entre janeiro e junho de 2026. No mesmo período, os guarda-vidas promoveram 17.945 ações preventivas, orientando moradores e turistas sobre os riscos do mar e ajudando a evitar acidentes.

Os números foram divulgados às vésperas do Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, celebrado em 25 de julho, e reforçam a importância da conscientização sobre segurança em ambientes aquáticos.

Em São João da Barra, o Destacamento de Bombeiros registrou 437 resgates e 10.429 ações preventivas entre 1º de janeiro e 25 de junho. Já no Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, foram contabilizados 185 resgates e 7.368 orientações aos banhistas. O 5º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), também em Campos, realizou 148 ações preventivas e um resgate no período.

A campanha nacional é promovida pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) e busca alertar a população sobre os cuidados necessários em praias, rios, lagos, piscinas e represas.

Segundo a entidade, cerca de 5.742 pessoas morrem por afogamento todos os anos no Brasil, o equivalente a uma morte a cada 90 minutos. O afogamento é a segunda principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos, e, em média, quatro crianças morrem afogadas por dia no país.

Os dados da Sobrasa mostram ainda que 52% das mortes por afogamento de crianças de até 9 anos acontecem dentro de casa, principalmente em piscinas e outros reservatórios de água. Considerando todas as faixas etárias, 66% dos casos fatais ocorrem em rios, lagos e represas. Os homens representam a maioria das vítimas, com índice de mortalidade seis vezes maior que o das mulheres, e 41% das mortes envolvem pessoas com menos de 29 anos.

Neste ano, a campanha contará com ações como o movimento “Go Blue – Vista-se de Azul”, atividades educativas, workshops sobre emergências aquáticas e iniciativas voltadas a praticantes de esportes como surf, stand up paddle, canoagem, remo e kitesurf.

Especialistas reforçam que medidas simples, como respeitar a sinalização, evitar nadar em áreas sem guarda-vidas, supervisionar crianças constantemente e não entrar na água após consumir bebidas alcoólicas, podem salvar vidas.

Fonte: g1 Norte Fluminense e Sobrasa

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