“O turismo é o novo petróleo”. A frase do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, resume o tom otimista de sua passagem pela região Norte Fluminense nesta semana. Em encontros realizados no Festival Goitacá de Cinema, na Uenf, em Campos, além de visita à Fazenda Machadinha, em Quissamã, Freixo reforçou que investir no setor é uma das chaves para o crescimento econômico e social dos municípios do interior do estado.
Acompanhado da coordenadora de parcerias regionais da Embratur, Fátima Pacheco, Freixo apresentou ações do órgão que visam ressignificar o turismo, levando oportunidades para além dos destinos já consagrados das capitais brasileiras e aproximando o setor das comunidades.
“O turismo não é apenas lazer. É cultura, é desenvolvimento, é disputa de sentidos e de vidas. É uma estratégia de transformação social e econômica”, destacou Freixo.
Segundo ele, os números reforçam essa visão. Em 2024, o Brasil recebeu 6,77 milhões de turistas internacionais, um crescimento de 14,6% em relação a 2023, com geração de US$ 7,3 bilhões em receitas. No estado do Rio de Janeiro, o movimento também impressiona: em 2024 foram 1,5 milhão de visitantes internacionais e, só até julho de 2025, já são 1,8 milhão, com expectativa de atingir a marca histórica de 3 milhões de turistas ainda este ano.
Em Quissamã, o encontro com prefeitos da região reforçou a necessidade de parcerias entre poder público e iniciativa privada para potencializar os atrativos turísticos, com destaque para o uso sustentável do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.
Freixo também chamou atenção para o papel do turismo em transformar territórios antes marcados pela violência, como aconteceu em Oswaldo Cruz, no Rio, e na comunidade da Babilônia, no Leme. Nesta última, jovens locais passaram a aprender idiomas e a trabalhar com turismo, criando um ambiente de oportunidades e inclusão.
Além da pauta do desenvolvimento turístico, Freixo demonstrou interesse em dialogar com o governo federal sobre a reativação dos voos no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos, entendendo que a melhoria da infraestrutura é um dos pilares para atrair mais visitantes à região.
Foto Embratur