O Ministério da Saúde confirmou os primeiros registros da chamada gripe K em território nacional. Os casos foram identificados nos estados do Pará e do Mato Grosso do Sul e são causados por um subtipo do vírus Influenza A (H3N2).
Segundo a pasta, um dos episódios é considerado importado, envolvendo uma pessoa que esteve fora do país e retornou ao Brasil já infectada pelo vírus. As autoridades de saúde acompanham a situação, mas reforçam que, até o momento, não há indicação de cenário de alerta elevado.
De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os sintomas da gripe K são semelhantes aos da gripe sazonal. Entre os principais sinais estão febre, mal-estar, dores no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta e cansaço.
A infectologista Silvia Fonseca explica que a gripe K não se trata de uma doença nova, mas de uma mutação natural do vírus Influenza, processo que ocorre com frequência.
“Todos os anos temos a gripe sazonal, causada pelo vírus influenza, que sofre pequenas mutações. Neste ano, no Hemisfério Norte, ocorreu uma variação que resultou nessa subcep a chamada K”, esclarece a médica.
Ainda segundo a especialista, não há motivo para pânico, pois a vacina contra a gripe disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) oferece proteção contra essa variante, principalmente na prevenção de quadros graves e complicações.
“Quem toma a vacina da gripe fica protegido contra essa forma da influenza. Ela não é completamente nova”, reforça.
Transmissão e prevenção
A gripe K é transmitida principalmente por gotículas respiratórias, liberadas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas. A infectologista alerta para a facilidade de contágio.
“Muitas vezes a pessoa encosta em uma superfície contaminada e depois leva a mão aos olhos, à boca ou ao nariz, facilitando a infecção”, explica.
Com a proximidade das festas de fim de ano, a médica faz um alerta importante para reduzir a circulação de vírus respiratórios.
“Se estiver com sintomas respiratórios, o ideal é evitar reuniões, ou então utilizar máscara. Não estamos falando apenas de influenza, mas também de Covid-19 e outros vírus respiratórios. Medidas simples, como manter a vacinação em dia e higienizar bem as mãos, fazem muita diferença”, orienta.
As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação, da higiene frequente das mãos e da atenção aos sintomas, especialmente em períodos de maior circulação de pessoas.
Com informações do G1 – Foto: Olga Pankova/Getty Images



