Medida é preventiva e ocorre após o registro de eventos adversos raros que estão sendo investigados por especialistas e órgãos reguladores.
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da estratégia de vacinação contra a dengue com a vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada de forma preventiva após o registro de 42 casos com sinais de alerta considerados incomuns e que não haviam sido observados durante os estudos clínicos do imunizante.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre os casos notificados foram identificados sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três situações foram classificadas como graves, incluindo duas mortes que seguem sob investigação. Até o momento, as autoridades reforçam que não há comprovação de relação direta entre a vacina e os óbitos registrados.
A suspensão foi definida em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), especialistas em imunização e integrantes do Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi). O objetivo é aprofundar as investigações e analisar se existe alguma relação causal entre os eventos registrados e a aplicação do imunizante.
Segundo o governo federal, aproximadamente 500 mil doses da vacina já haviam sido aplicadas desde o início da estratégia de imunização, implementada em janeiro deste ano em cidades selecionadas do país. As doses distribuídas deverão permanecer armazenadas e não poderão ser utilizadas até a conclusão das análises.
O Ministério da Saúde ressaltou que a suspensão não invalida os resultados obtidos nos estudos clínicos nem altera as evidências de segurança e eficácia observadas até o momento. A orientação para quem já recebeu a vacina é manter atenção ao estado de saúde nos 21 dias seguintes à aplicação e procurar atendimento médico em caso de sintomas suspeitos.
A pasta informou ainda que todas as demais ações de combate à dengue permanecem em funcionamento em todo o país, incluindo campanhas de prevenção, vigilância epidemiológica e controle do mosquito transmissor.
Fonte: Ministério da Saúde, Anvisa e Agência Brasil. Foto: Instituto Butantan




