Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro, o autor, diretor e escritor Manoel Carlos, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira. A informação foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada. Maneco, como era carinhosamente conhecido, estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson, que nos últimos anos comprometeu seu estado de saúde.
Autor de novelas que marcaram gerações, Manoel Carlos construiu uma carreira sólida e profundamente ligada à história da televisão brasileira. Entre seus maiores sucessos estão “Laços de Família”, “Por Amor”, “Mulheres Apaixonadas”, “História de Amor”, “Páginas da Vida” e “Em Família”. Suas obras ficaram conhecidas pela abordagem sensível dos conflitos familiares, pela ambientação no Rio de Janeiro e, principalmente, pelas icônicas protagonistas chamadas Helena, símbolo de força, amor e contradições humanas.
Nascido em São Paulo, em 1933, Manoel Carlos sempre se declarou carioca de coração. Iniciou sua trajetória artística ainda jovem, ligado ao teatro e à literatura, e passou por diversas emissoras de televisão antes de chegar à TV Globo, em 1972, como diretor-geral do programa Fantástico. Em 1978, estreou como novelista na emissora e consolidou um estilo próprio, marcado pelo realismo emocional e pela valorização das relações humanas.
Além das novelas, Maneco também escreveu minisséries de grande repercussão, como “Presença de Anita” e “Maysa – Quando Fala o Coração”, e foi reconhecido por inserir temas sociais relevantes em suas tramas, como violência doméstica, preconceito, alcoolismo, inclusão social e campanhas de saúde.
O autor deixa duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, sua parceira em diversas produções. O velório será restrito a familiares e amigos próximos.
Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento de despedida. Manoel Carlos deixa um legado definitivo para a cultura brasileira, sendo responsável por transformar histórias do cotidiano em obras que emocionaram milhões de telespectadores.
Fonte: G1 – Foto: João Miguel Junior – Globo



