Faleceu neste domingo (20), aos 80 anos, o jornalista esportivo Péris Ribeiro, um dos nomes mais respeitados e admirados da imprensa de Campos dos Goytacazes. Internado desde o dia 12 no Hospital Dr. Beda II, ele tratava um quadro de pneumonia e líquido na pleura.
Figura lendária do jornalismo esportivo local, Péris dedicou mais de cinco décadas à cobertura do futebol e à paixão por contar histórias dentro e fora dos gramados. Com sua memória privilegiada e estilo marcante, foi biografista de Didi Folha Seca, outro grande nome de Campos.
A carreira começou nos anos 1960, no jornal A Notícia, onde cobriu com entusiasmo os tempos áureos do Campeonato Campista, acompanhando clubes como Americano, Goytacaz, Rio Branco e muitos outros que marcaram época na cidade.
Nos anos 1970, Péris deu um passo nacional na carreira ao integrar a equipe da revista Placar, referência máxima do jornalismo esportivo no país. Lá, ele viveu momentos históricos, como a cobertura do título do Corinthians em 1977 — após 23 anos de jejum — que considerava o maior feito jornalístico de sua trajetória.
Mesmo após um AVC em 2004, que reduziu suas atividades, sua lucidez e paixão pelo esporte e pela escrita impressionaram até os últimos anos de vida. Péris deixa um legado de ética, dedicação e inspiração para gerações de profissionais.
Casado com Graça Jóia Mota, não teve filhos, mas formou uma verdadeira família dentro do jornalismo e da comunidade esportiva de Campos. Seu exemplo segue vivo na lembrança dos que aprenderam com ele — no rádio, no jornal e nas arquibancadas da vida.