Organizações indígenas e entidades de direitos humanos se manifestaram neste domingo (19), data em que é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, para reforçar a importância da demarcação de terras no Brasil. As mobilizações destacam que a garantia dos territórios é fundamental para a preservação da cultura, da vida e dos direitos dessas populações.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil afirmou que a demarcação representa uma reparação histórica e é essencial para a sobrevivência dos povos originários. Em publicação nas redes sociais, a entidade ressaltou que os territórios seguem sob ameaça constante.
“Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro. Território é onde plantamos, onde rezamos e onde nossos filhos vão crescer”, destacou a organização.
A Apib também chamou atenção para a violência enfrentada pelas comunidades indígenas, citando práticas como garimpo ilegal, desmatamento, invasões e outras formas de exploração. A entidade reforçou que essas ações não fazem parte da cultura indígena e defendeu a proteção efetiva dos territórios.
A organização é responsável pela realização do Acampamento Terra Livre, considerado o maior encontro indígena do país, que neste ano reuniu representantes de centenas de povos para debater políticas públicas e denunciar violações de direitos.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira também se posicionou, destacando que a destruição dos territórios impacta diretamente o equilíbrio ambiental da Amazônia. Segundo a entidade, atividades como garimpo ilegal, grilagem e grandes empreendimentos colocam em risco não apenas os povos indígenas, mas todo o ecossistema.
Já a Anistia Internacional reforçou a urgência na demarcação e devolução de terras, afirmando que a garantia desses direitos é essencial para o futuro. A entidade citou dados da Organização das Nações Unidas, que apontam que povos indígenas protegem cerca de 80% da biodiversidade global.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas também se manifestou, defendendo a valorização dessas populações e destacando avanços recentes na política indigenista, incluindo ações voltadas à demarcação e à proteção territorial.
As manifestações reforçam que o debate sobre os direitos indígenas permanece central no país, especialmente no que diz respeito à preservação ambiental, à justiça social e ao reconhecimento das comunidades tradicionais.
Fonte: Agência Brasil




