O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, iniciou sua gestão em meio a um cenário econômico delicado, marcado por forte pressão fiscal, metas apertadas e necessidade de medidas emergenciais para conter o avanço das despesas públicas.
Durigan assume o posto após a saída de Fernando Haddad, herdando desafios estruturais da política econômica e enfrentando, já nos primeiros dias, decisões estratégicas para manter o equilíbrio das contas.
Uma das primeiras ações do novo ministro foi o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, medida considerada necessária para tentar adequar os gastos às regras do arcabouço fiscal. Apesar disso, especialistas avaliam que o valor é insuficiente diante do cenário atual.
A equipe econômica projeta um superávit primário modesto, enquanto estimativas que incluem despesas fora do limite fiscal apontam para um déficit significativo, evidenciando a dificuldade do governo em cumprir suas próprias metas.
Além do controle de gastos, Durigan também articula medidas de impacto imediato, como a criação de subsídios para conter a alta do diesel e iniciativas voltadas à redução da inadimplência das famílias brasileiras — que já compromete uma parcela relevante da renda mensal da população.
Outro ponto em discussão é a possível revisão de tributos, como a chamada “taxa das blusinhas”, além de propostas estruturais, como a automatização da declaração do Imposto de Renda, visando simplificar o sistema tributário.
Especialistas apontam que o maior desafio do novo ministro será recuperar a credibilidade fiscal do país. O crescimento da dívida pública, aliado à rigidez orçamentária e ao aumento das despesas obrigatórias, limita a capacidade de investimento e impacta diretamente o ritmo da economia.
Nesse contexto, Durigan terá que encontrar um equilíbrio entre controle fiscal e estímulo ao crescimento — uma equação considerada complexa, especialmente em ano eleitoral.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil




