A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (6), a terceira fase da Operação VAR, que investiga um esquema de manipulação de resultados em partidas da Série B do Campeonato Carioca e um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas esportivas. Dois jogadores de futebol foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Um dos investigados é o zagueiro Luiz Gustavo Lopes dos Santos, que atuava pela Portuguesa-RJ na época dos fatos e atualmente defende o Olaria. Ele foi conduzido à Delegacia do Consumidor (Decon) para prestar esclarecimentos.
O outro alvo é o zagueiro e volante Sidney de Freitas Pages, conhecido como Sidão. Na época investigada, ele defendia o Nova Iguaçu e atualmente integra o Dibrados F.C., equipe da Kings League. Até a última atualização da ocorrência, ele não havia sido localizado.
Os mandados foram cumpridos em endereços localizados em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na Maré, na Zona Norte, e também na sede do Nova Iguaçu Futebol Clube, na Baixada Fluminense.
Segundo a investigação, Luiz Gustavo é suspeito de ter recebido intencionalmente um cartão amarelo durante a partida entre Portuguesa e Nova Iguaçu, disputada em fevereiro deste ano, em um lance que teria sido previamente combinado para favorecer apostadores em plataformas de apostas esportivas.
De acordo com a Polícia Civil, o caso envolve as chamadas “microapostas”, modalidade em que os ganhos são obtidos por meio de eventos específicos durante uma partida, como cartões, faltas e escanteios, e não necessariamente pelo resultado final do jogo.
Durante a operação, os agentes apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados para identificar a participação dos investigados e de possíveis outros integrantes do esquema.
Em junho, Luiz Gustavo e Sidão já haviam sido punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), que suspendeu ambos por 365 dias por entender que houve atuação deliberada para interferir na partida. A decisão ainda cabe recurso.
Após a operação, Luiz Gustavo publicou um vídeo nas redes sociais negando qualquer envolvimento com irregularidades e afirmando que caberá à Justiça comprovar as acusações. A publicação foi apagada pouco tempo depois.
Em nota, a Associação Atlética Portuguesa informou que o atleta não possui mais vínculo com o clube desde fevereiro deste ano, quando foi desligado após a diretoria tomar conhecimento das investigações. A equipe também afirmou que colaborou com as autoridades desde o início das apurações e reafirmou seu compromisso com a ética e a integridade esportiva.
As investigações seguem em andamento para esclarecer o caso e identificar todos os envolvidos no suposto esquema.
Fonte: g1.
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