Uma operação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal do Brasil e do Ministério Público Federal revelou um esquema de corrupção instalado no Porto do Rio de Janeiro, com suspeitas de pagamento de propina para liberação irregular de cargas.
Batizada de Operação Mare Liberum, a ação foi deflagrada nesta terça-feira (28) e cumpre 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
As investigações apontam a atuação de uma organização criminosa formada por servidores públicos, despachantes aduaneiros e importadores, que atuavam de forma coordenada para facilitar o desembaraço de mercadorias de forma irregular, com possível fraude na declaração de cargas e redução indevida de tributos.
A Justiça determinou o afastamento de 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários, além de restrições a despachantes envolvidos no esquema.
Segundo as apurações, o esquema envolvia o pagamento sistemático de propinas para liberar mercadorias, inclusive em casos com inconsistências graves entre os produtos declarados e os efetivamente importados.
O prejuízo aos cofres públicos é estimado em cerca de meio bilhão de reais, enquanto o volume de operações suspeitas envolve bilhões em mercadorias movimentadas ao longo dos últimos anos.
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, contrabando, descaminho, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações seguem em andamento.
Fonte: g1
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil



