A Petrobras iniciou, neste 1º de maio, a operação da plataforma P-79 no Campo de Búzios, considerado o maior campo de petróleo do Brasil. O início da produção foi antecipado em três meses, reforçando a estratégia de ampliação da oferta energética no país.
A unidade, do tipo FPSO (plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência), tem capacidade para produzir até 180 mil barris de óleo por dia, além de comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.
Com a entrada da P-79 — a oitava plataforma em operação no campo — a produção total de Búzios deve atingir cerca de 1,33 milhão de barris por dia, consolidando a área como uma das mais produtivas do pré-sal brasileiro.
Outro ponto estratégico é o escoamento do gás natural. Parte da produção será enviada ao continente por meio do gasoduto Rota 3, com potencial de acrescentar até 3 milhões de metros cúbicos por dia à oferta nacional.
A plataforma foi construída na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro já com equipe embarcada, o que permitiu acelerar o processo de comissionamento e antecipar o início das operações — modelo já utilizado anteriormente pela estatal.
O Campo de Búzios, descoberto em 2010, está localizado a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro e segue em expansão. A Petrobras ainda prevê a entrada de novas plataformas nos próximos anos, ampliando ainda mais a capacidade produtiva da região.
Impacto global e reflexos no Brasil
O início da operação acontece em um cenário internacional de instabilidade no mercado de petróleo, influenciado por tensões no Oriente Médio, especialmente após a Conflito no Oriente Médio 2026.
A possibilidade de restrições no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial, tem pressionado os preços da commodity. Como o petróleo é negociado globalmente, o impacto chega diretamente ao Brasil, afetando combustíveis como gasolina e diesel.
Mesmo sendo produtor, o país ainda depende da importação de parte dos derivados, o que mantém a economia sensível às oscilações externas. Diante desse cenário, a ampliação da produção interna é vista como estratégica para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a segurança energética nacional.
Fonte: Agência Brasil
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