A possibilidade de interrupção dos atendimentos oncológicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Dr. Beda, em Campos dos Goytacazes, a partir de agosto, acendeu um alerta sobre a capacidade da rede de assistência a pacientes com câncer no Norte Fluminense.
A preocupação foi reforçada após a divulgação de informações relacionadas a uma ação da Defensoria Pública, que pede medidas para garantir a continuidade dos serviços e evitar impactos no atendimento regional. Atualmente, o Hospital Dr. Beda está entre as unidades que realizam tratamento oncológico e recebe pacientes de diversos municípios da região.
O tema surge em meio a discussões sobre a demanda crescente por consultas, exames e tratamentos especializados. Segundo informações apresentadas pela Defensoria Pública, uma eventual redução da oferta de vagas pode ampliar as dificuldades enfrentadas por pacientes que aguardam atendimento.
A situação também reacende o debate sobre o cumprimento da legislação federal que estabelece prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento oncológico pelo SUS após a confirmação do diagnóstico.
Entre os casos acompanhados por órgãos de fiscalização e pela imprensa está o de pacientes que relatam demora no acesso às consultas especializadas e aos procedimentos necessários para o início do tratamento.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a situação envolvendo o Hospital Dr. Beda deverá ser regularizada entre o município e a unidade hospitalar. Sobre casos específicos de pacientes, a pasta esclareceu que os encaminhamentos seguem os fluxos definidos pela rede de atendimento.
A Prefeitura de Campos, o Hospital Álvaro Alvim e o Hospital Dr. Beda também foram procurados para se manifestar sobre o assunto. Até o momento da elaboração desta matéria, não houve retorno oficial.
O caso segue sendo acompanhado por órgãos públicos e entidades ligadas à saúde, enquanto pacientes e familiares aguardam definições que garantam a continuidade da assistência oncológica na região.
Fonte: Ana Paula Mendes




