A arte urbana produzida por artistas brasileiros ganhou espaço em Aguascalientes, no México. A produtora cultural campista Franthesca Ribeiro está coordenando a realização do mural “Pertencimento”, obra de 21 m² assinada pela grafiteira Juliana Fervo na Universidad de las Artes de Aguascalientes.

O trabalho aborda temas como identidade, memória, ancestralidade, território e protagonismo feminino. A participação de Franthesca envolve a gestão e a produção da iniciativa, desde a preparação do espaço até o registro audiovisual e as atividades de intercâmbio cultural com artistas e agentes locais.

O projeto faz parte do programa “Loco Por Ti, América 2026”, desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Instituto Cultural de Aguascalientes.

A parceria entre a produtora e Juliana Fervo já havia resultado em uma intervenção artística em Campos. Em maio deste ano, as duas participaram do Festival Efeito – Edição Del@s, que transformou um trecho da Ponte Leonel Brizola, conhecida como Ponte Rosinha, em uma galeria de arte a céu aberto. A terceira edição do festival teve como eixo o protagonismo feminino e também promoveu atividades de formação e troca entre artistas.

À frente da Fran Produz, Franthesca desenvolve projetos culturais, intervenções urbanas e ações de capacitação. Entre as iniciativas está o Cultiva – Programa Continuado de Formação, que oferece qualificação gratuita a artistas, produtores, coletivos e empreendedores culturais de Campos.

Primeiro mural de Juliana fora do Brasil

Natural de Pernambuco e criada na comunidade das Cinco Bocas, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, Juliana Fervo começou no graffiti em 2003. A artista já participou de exposições coletivas internacionais e recebeu o título de Embaixadora Municipal do Graffiti do Rio de Janeiro.

A obra em Aguascalientes marca sua primeira experiência assinando um mural fora do país. Para Juliana, a oportunidade representa uma conquista profissional e também a possibilidade de ampliar o alcance de uma produção artística que, segundo ela, está ligada à representatividade, ao ativismo e à transformação social.

A iniciativa aproxima a produção cultural de Campos do cenário artístico mexicano e amplia a circulação internacional de trabalhos desenvolvidos por profissionais da arte urbana brasileira.

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