Ex-presidente da Alerj voltou a ser alvo da Polícia Federal; operação também teve como alvos Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, será transferido para um presídio federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (2), durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal.

Natural de Campos dos Goytacazes, Bacellar já estava preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, desde março deste ano. Com a nova decisão judicial, ele deverá deixar o sistema prisional do Rio de Janeiro para cumprir prisão em uma unidade federal.

A quinta etapa da operação amplia as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro, vazamento de informações sigilosas e possíveis ligações entre integrantes do crime organizado e agentes públicos do Estado do Rio de Janeiro.

Além de Rodrigo Bacellar, a operação teve como alvo o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, que foi alvo de mandado de busca e apreensão. De acordo com a investigação, o nome dele aparece em documentos analisados pela Polícia Federal que apontariam possíveis conexões financeiras com pessoas investigadas no esquema.

Também foram alvos da operação o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no estado, e o pastor e empresário Márcio Poncio, preso durante a ação em um flat na Barra da Tijuca, na capital fluminense.

Segundo a Polícia Federal, a nova fase da Operação Unha e Carne teve origem na análise de planilhas e documentos apreendidos em etapas anteriores da investigação. O material indicaria movimentações financeiras, registros de pagamentos, doações eleitorais e possíveis repasses a agentes públicos.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. O STF também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.

As investigações prosseguem para identificar o fluxo dos recursos, os beneficiários e a eventual participação de outros envolvidos no esquema.

Fonte: Veículos de comunicação nacionais e regionais e junto à Polícia Federal

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