O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. Ele recebeu 197.178 votos nas eleições deste ano, ficando em segundo lugar entre os candidatos à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Outros alvos da operação

Além de Canella, foi preso o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil e ex-presidente do Detran-RJ. Também foram detidos quatro policiais civis: Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

A operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em municípios como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

A decisão judicial também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas apontadas na investigação como ligadas ao esquema.

Investigação

Esta não é a primeira vez que Canella é alvo da Polícia Federal. Em julho, ele foi preso em flagrante após agentes encontrarem um fuzil em seu veículo durante outra fase da operação. Na ocasião, o político afirmou que a arma não lhe pertencia, e sua prisão preventiva foi posteriormente revogada.

De acordo com informações divulgadas pelo UOL, a assessoria de Canella afirmou que ainda não havia tido acesso à decisão judicial. As investigações seguem em andamento, e as suspeitas atribuídas aos envolvidos ainda dependem de apuração judicial.

Fonte: UOL, Brasil de Fato e Folha de S.Paulo.

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