Celebrado neste 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco chama a atenção para um dos maiores problemas de saúde pública do planeta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano em todo o mundo, incluindo cerca de 1,3 milhão de pessoas expostas ao chamado fumo passivo.

A data foi criada para conscientizar a população sobre os riscos do cigarro e reforçar a importância das políticas públicas de combate ao tabagismo. Nos últimos anos, um novo desafio passou a preocupar autoridades de saúde: o crescimento do consumo de cigarros eletrônicos e produtos de tabaco com sabores artificiais.

Os chamados cigarros saborizados, que podem apresentar aromas e gostos de frutas, doces, menta e bebidas, têm atraído principalmente adolescentes e jovens adultos. Especialistas alertam que a estratégia de adicionar sabores torna o consumo mais agradável e reduz a percepção dos riscos, funcionando como uma porta de entrada para a dependência da nicotina.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém restrições à comercialização de cigarros eletrônicos e vem intensificando ações para combater a venda irregular desses produtos. A preocupação das autoridades é que os dispositivos contribuam para o aumento do número de fumantes entre as novas gerações, após décadas de redução do tabagismo no país.

Médicos ressaltam que tanto o cigarro tradicional quanto os dispositivos eletrônicos podem provocar doenças graves. Entre elas estão diversos tipos de câncer, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doenças pulmonares crônicas e problemas cardiovasculares.

Além dos impactos físicos, a dependência da nicotina também afeta a saúde mental e a qualidade de vida, tornando o abandono do hábito um desafio para milhões de pessoas.

Para especialistas, a conscientização continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção. O Dia Mundial Sem Tabaco reforça a necessidade de informar a população, especialmente os jovens, sobre os riscos do consumo de produtos derivados do tabaco e da nicotina.

Embora o cenário atual apresente novos desafios, profissionais de saúde destacam que parar de fumar continua sendo uma das decisões mais importantes para aumentar a expectativa e a qualidade de vida.

Fonte: OMS, Ministério da Saúde e Anvisa

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