O cenário político de Campos dos Goytacazes e do Estado do Rio de Janeiro começa a ganhar contornos mais definidos com a possibilidade de o prefeito Wladimir Garotinho (PP) não concluir integralmente seu segundo mandato. Reeleito com mais de 192 mil votos, o chefe do Executivo municipal avalia a hipótese de deixar o cargo para disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados, função que já exerceu entre 2019 e 2020.

A movimentação, que vinha sendo tratada nos bastidores desde o início do ano, passa a ganhar força a partir de relatos de interlocutores próximos e de integrantes da base governista na Câmara Municipal, que apontam a saída como uma possibilidade concreta. Caso a decisão se confirme, o vice-prefeito Frederico Paes (MDB) assumiria a Prefeitura, cabendo à atual gestão a responsabilidade de garantir uma transição administrativa organizada e politicamente estável.

Embora o destino mais provável, neste momento, seja Brasília, também há especulações sobre a eventual composição de uma chapa majoritária no Estado, na condição de vice-governador. Essa alternativa, no entanto, enfrenta obstáculos políticos, especialmente pela necessidade de densidade eleitoral regional e capacidade de articulação em áreas estratégicas, como a Baixada Fluminense, considerada decisiva em eleições estaduais.

Questionado sobre o tema, o prefeito mantém cautela e afirma que ainda não há definição, indicando que qualquer decisão será tomada após o Carnaval. Apesar do discurso público moderado, as articulações seguem em curso, acompanhando o calendário eleitoral, que estabelece prazos para desincompatibilização no fim de março e início de abril.

Enquanto isso, Campos aguarda os próximos passos. A eventual saída de Wladimir Garotinho não representa apenas uma escolha pessoal ou partidária, mas pode impactar diretamente o futuro administrativo e político do município. O jogo segue aberto, com peças em movimento e definições que devem ocorrer nas próximas semanas.

Fonte: Blog Leandro Nunes – Manchete RJ

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