O prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, confirmou neste sábado (12) que deixará o Partido Progressistas (PP) e admitiu, pela primeira vez de forma direta, que pode sim compor uma chapa como vice-governador ao lado de Washington Reis (MDB), nas eleições de 2026. A declaração foi dada ao repórter Diego Machado e publicada em suas redes sociais.
Durante a entrevista, Wladimir voltou a reforçar seu rompimento político com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), também de Campos. “Não o apoiarei em hipótese alguma”, afirmou o prefeito, reafirmando o que já havia dito publicamente em um evento recente.
Wladimir também declarou sua lealdade a Washington Reis, ex-secretário de Transportes do governo Cláudio Castro, que recentemente foi exonerado após pressões do União Brasil. “Onde ele estiver, estarei”, disse, ao lembrar que a amizade com Reis já ultrapassa três décadas, sendo uma relação, segundo ele, “de família”.
Sobre seu destino político, Wladimir confirmou que deverá deixar o PP, apesar de elogiar lideranças da legenda, como o deputado federal Doutor Luizinho e Ciro Nogueira. O motivo principal seria a insatisfação com a possível federalização da sigla com o União Brasil, partido de seu principal adversário político no estado.
A mudança de rota surpreende aliados e opositores. Até pouco tempo, Wladimir ensaiava uma aproximação com Eduardo Paes (PSD), mas agora não descarta a ida para o MDB, legenda de Washington Reis.
Em tom de ironia, o prefeito também comentou o posicionamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que anunciou que não apoiará uma candidatura encabeçada por Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar. “Com a saída de Washington Reis do governo e toda essa turbulência, o cenário se redesenha. E quem sabe, eu esteja mais uma vez no centro dele”, declarou Wladimir, com um sorriso que chamou atenção durante a entrevista.
As articulações seguem em ritmo acelerado, e o xadrez político fluminense se movimenta.