O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia contra o cantor MC Poze do Rodo e outras nove pessoas pelos crimes de tortura e extorsão mediante sequestro do ex-empresário Renato Medeiros, em um episódio ocorrido em 2023. O órgão também solicitou a prisão preventiva do artista e de outros seis envolvidos diretamente no caso.
Segundo a denúncia, Poze e seus aliados teriam agido de forma coordenada para coagir Renato a confessar o suposto furto de uma joia pertencente ao cantor. O Ministério Público afirma que o grupo utilizou violência extrema, incluindo espancamentos com socos, chutes e até o uso de uma arma artesanal feita com madeira e pregos. Além disso, a vítima teria sido queimada com cigarros acesos durante a sessão de agressões. Renato nega veementemente qualquer envolvimento com o suposto furto.
A investigação conduzida pela 42ª DP (Recreio) reuniu documentos e provas que mostram marcas de queimaduras e fraturas no corpo da vítima, sustentando a gravidade dos crimes apontados. “A acusação foi apresentada com base em elementos concretos colhidos ao longo da investigação, os quais apontam de forma consistente para a materialidade do crime e os indícios de autoria”, afirmou o advogado de Renato. O pedido de prisão visa garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.
MC Poze, que já havia sido preso em maio deste ano por apologia ao tráfico e associação criminosa, voltou a ser alvo das autoridades com a nova denúncia. Na ocasião, ele foi detido em sua residência, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. As autoridades o acusaram de manter relação direta com o Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do estado.
De acordo com os investigadores, o cantor realiza shows exclusivamente em áreas sob controle do CV, com a presença ostensiva de traficantes armados atuando como seguranças nos eventos. À época, Poze negou todas as acusações e alegou que seu ex-empresário havia furtado uma joia sua, motivo pelo qual teria ocorrido o confronto.
O caso agora aguarda apreciação da Justiça quanto ao pedido de prisão preventiva. A defesa de Poze ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova denúncia.