As câmaras municipais de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, no Norte Fluminense, encerraram nesta quarta-feira (10) o ciclo de votações que define o futuro financeiro e administrativo dos dois municípios. Com a aprovação do Plano Plurianual (PPA) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, as cidades estabelecem as metas de médio prazo e a distribuição dos recursos que irão sustentar as políticas públicas no próximo ano.
Em Campos, o orçamento aprovado para 2026 chega a R$ 2,86 bilhões, representando um crescimento de 1,9% em relação ao previsto para 2025. A sessão foi marcada por uma novidade histórica: a estreia das emendas impositivas. Cada vereador teve direito a indicar R$ 600 mil em recursos de execução obrigatória, sendo 25% destinados à saúde e 75% à educação. Ao todo, 45 emendas foram apresentadas e aprovadas, grande parte voltada para demandas acumuladas de bairros e comunidades.
A estrutura de despesas do município segue concentrada no custeio de pessoal. O pagamento de servidores representa R$ 1,4 bilhão do orçamento. Em seguida, aparecem o Fundo Municipal de Saúde, com R$ 770 milhões, e a PreviCampos, com R$ 283 milhões. Paralelamente, o PPA 2026–2029 projeta metas estratégicas nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, delineando o rumo da administração para os próximos quatro anos. Com as votações concluídas, o Legislativo entra em recesso, retomando as atividades em fevereiro.
Já em São João da Barra, a Câmara também aprovou o PPA e a LOA para 2026. O orçamento projetado para o próximo ano é de R$ 979 milhões, um incremento de quase 6% em comparação com 2025. A educação será o setor prioritário, com previsão de R$ 264 milhões em investimentos, enquanto a saúde deve receber cerca de R$ 220 milhões.

O dado que mais chama atenção é a dimensão do orçamento em relação ao porte populacional do município. Com aproximadamente 39 mil habitantes, conforme o IBGE, São João da Barra possui recursos muito superiores aos de cidades de tamanho semelhante. Para efeito de comparação, São Fidélis, com cerca de 41 mil moradores, fixou orçamento de R$ 229 milhões para 2025 — menos de um quarto do valor aprovado pelos vereadores sanjoanenses.
Assim como em Campos, o PPA define as prioridades de médio prazo, enquanto a LOA organiza a execução financeira anual. Após a aprovação, o Legislativo de São João da Barra entra em recesso até 15 de fevereiro, encerrando um ciclo de decisões que impactará diretamente políticas públicas essenciais, como educação, saúde, infraestrutura e gestão fiscal.
Com informações do G1


