O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo na tarde desta segunda-feira (23), durante cerimônia realizada no Palácio Guanabara. A saída ocorre em meio a um cenário político delicado e às vésperas do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode resultar em sua cassação e inelegibilidade.
Com a renúncia, o comando do Estado passa, de forma interina, ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto.
A mudança ocorre porque o Rio está sem vice-governador — o cargo ficou vago após Thiago Pampolha deixar a função para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Agora, caberá ao novo governador interino conduzir o processo de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que definirá quem assumirá o chamado “mandato-tampão” até o fim de 2026.
Nesse modelo, os deputados estaduais escolhem o novo chefe do Executivo, já que a vacância ocorre na segunda metade do mandato. No entanto, o processo ainda enfrenta incertezas jurídicas, após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que alteraram regras da eleição indireta, como a forma de votação e prazos para candidatura.
A saída de Castro também tem impacto direto no cenário político do estado, já que ele pode disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano.
Com isso, o Rio de Janeiro entra em um período de transição política, com governo provisório e definição do novo comando dependendo de articulação na Alerj nas próximas semanas.
Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo


