Recuo do barril no mercado internacional pressiona ações da Petrobras e mantém em atenção regiões produtoras, como a Bacia de Campos e o Porto do Açu.
A queda do preço internacional do petróleo nesta segunda-feira (27) voltou a colocar o setor de óleo e gás em estado de atenção. O recuo foi provocado pelo alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após sinais de redução dos confrontos envolvendo Estados Unidos e Irã, cenário que diminuiu o temor de interrupções no fornecimento mundial da commodity.
Com a desvalorização do barril, as ações da Petrobras encerraram o dia em queda, influenciando o desempenho do mercado financeiro brasileiro. Apesar da pressão exercida pelo setor de petróleo, o Ibovespa conseguiu fechar em alta, sustentado principalmente pelo bom desempenho das ações da Vale e do setor financeiro.
Embora a oscilação do preço do petróleo não produza efeitos imediatos sobre a economia regional, especialistas acompanham o movimento com atenção. No Norte Fluminense, onde a cadeia de óleo e gás representa uma das principais atividades econômicas, mudanças na cotação internacional podem influenciar decisões de investimento, contratos, produção e a arrecadação de royalties distribuídos aos municípios produtores.
A Bacia de Campos continua sendo uma das principais áreas de exploração de petróleo do país, enquanto o Porto do Açu, em São João da Barra, concentra operações logísticas e industriais ligadas ao setor. Por isso, qualquer variação expressiva no preço do barril costuma ser acompanhada de perto por empresas, investidores e gestores públicos da região.
O mercado seguirá atento aos desdobramentos da situação internacional e às próximas decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, fatores que também podem influenciar o comportamento do petróleo nos próximos dias.
Fonte: UOL Economia/Estadão Conteúdo e Exame
Foto: P 52 na Bacia de Campos/Reprodução


