Veículos que atendem localidades do Norte de Campos estão sendo alvo de denúncias por utilização de estradas de terra na região de Guandu; IMTT apura os desvios
Um micro-ônibus que atende moradores de Morro do Coco ficou atolado em meio à lama, na região de Guandu, em Campos dos Goytacazes. Imagens recebidas pelo Mensageiro NF mostram o veículo preso na estrada de terra e passageiros enfrentando dificuldades para seguir viagem.
O episódio acontece em meio a uma série de reclamações dos moradores sobre o transporte coletivo que atende Morro do Coco e outras localidades da região Norte do município.
Nos últimos dias, passageiros denunciaram que vans e micro-ônibus estariam deixando a BR-101 e utilizando uma estrada de terra dentro de área de canavial, na altura de Guandu. Segundo os relatos, o trajeto seria utilizado para evitar a praça de pedágio da rodovia. O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (IMTT) informou que está apurando a situação. Até o momento, não há confirmação oficial de que o veículo registrado no vídeo tenha utilizado o caminho especificamente para evitar o pagamento do pedágio.
A situação ganhou ainda mais repercussão depois do reajuste do pedágio da BR-101. Desde quarta-feira (9), permissionários do Setor C passaram a cobrar R$ 5,50 de passageiros que utilizam o RioCard em linhas como Morro do Coco, Conselheiro Josino, Vila Nova, Murundu, Palmares, Santa Maria, Mutuca/Divisa e Santo Eduardo. O valor representa R$ 2 a mais, segundo os permissionários, em razão do aumento dos custos com o pedágio.
O IMTT, porém, afirma que não autorizou qualquer aumento na tarifa e já realizou fiscalizações após denúncias de cobrança irregular. O órgão informou que permissionários que cobrarem valores acima da tarifa estabelecida poderão ser multados e ter o veículo retido.
Para quem depende diariamente do transporte, o problema vai além do valor da passagem. O uso de estradas sem estrutura adequada, especialmente em períodos de chuva, pode comprometer a circulação e deixar trabalhadores, estudantes e outros passageiros sem condições de chegar a Campos ou retornar para casa.
No caso registrado agora, ninguém ficou ferido. Mas o atolamento expõe uma questão que preocupa os moradores: até que ponto é seguro utilizar esse tipo de percurso para garantir a circulação do transporte coletivo?
Com previsão de mais chuva na região, a condição dessas estradas pode voltar a comprometer o deslocamento dos moradores.
Fonte: informações e imagens recebidas pelo Mensageiro NF; O Dia e IMTT.
Foto/vídeo: Reprodução.



