A BR Offshore apresentou o projeto para instalação de uma unidade de reciclagem de embarcações e estruturas offshore em Barra do Furado, na divisa entre Campos dos Goytacazes e Quissamã. O empreendimento foi apresentado nesta quarta-feira (12), durante reunião do Conselho da Firjan Norte Fluminense, a empresários da região.
O complexo terá aproximadamente 6 milhões de metros quadrados e foi planejado para atividades de apoio logístico, além da reciclagem de partes, equipamentos e estruturas de embarcações e plataformas utilizadas na indústria de petróleo e gás.
Segundo a empresa, as obras estão previstas para começar entre o fim deste ano e o início de 2027.
Projeto mira crescimento da demanda por descomissionamento
De acordo com o CEO da BR Offshore, Ricardo Vianna, o empreendimento busca atender uma demanda que vem crescendo no Brasil e no mercado internacional: a reciclagem e o descomissionamento de embarcações e estruturas utilizadas na atividade offshore.
“Existe uma demanda mundial por serviços de reciclagem de embarcações.”
Segundo Vianna, o Brasil deverá ter nos próximos anos um volume significativo de unidades flutuantes chegando ao fim de sua vida útil, enquanto a capacidade atualmente disponível para esse tipo de operação ainda é considerada insuficiente pela empresa.
A BR Offshore informou que atualmente apenas um estaleiro no Rio Grande do Sul realiza esse tipo de descomissionamento.
Sucata pode ser aproveitada pela indústria siderúrgica
Outro aspecto destacado no projeto é o reaproveitamento do aço proveniente das estruturas offshore.
Segundo dados apresentados pela empresa, a siderurgia brasileira consome aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de sucata metálica por ano e importa cerca de 5 milhões de toneladas do material.
A reciclagem de estruturas da indústria de óleo e gás poderia, segundo a BR Offshore, ampliar a disponibilidade de matéria-prima para o setor e contribuir para estratégias de redução das emissões de carbono na siderurgia.
A empresa estima que, nos próximos dez anos, a reciclagem de embarcações e estruturas de óleo e gás no Brasil possa representar 1,5 milhão de toneladas de aço reciclado e movimentar aproximadamente R$ 5 bilhões com a comercialização desse material.
Expectativa de empregos e novos negócios
Para a Firjan Norte Fluminense, a implantação do empreendimento pode fortalecer a posição da região em atividades relacionadas à logística, descomissionamento, reciclagem e cadeia de óleo e gás.
O presidente da representação regional, Francisco Roberto de Siqueira, destacou o potencial de Barra do Furado para receber o projeto, citando a localização estratégica, a disponibilidade de mão de obra e a proximidade com importantes operações da indústria de petróleo e gás.

A expectativa é de que o empreendimento também gere empregos diretos e indiretos, aumente a circulação de renda e abra oportunidades para empresas fornecedoras de bens e serviços de Campos, Quissamã, Macaé, São João da Barra e outros municípios do Norte Fluminense.
Firjan também destaca retomada de voos em Macaé
Durante a reunião, a Firjan Norte Fluminense também comemorou a retomada dos voos comerciais no Aeroporto de Macaé, prevista para dezembro deste ano.
A entidade informou que a Latam já iniciou a venda de passagens para as novas operações e voltou a defender a retomada dos voos comerciais no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos.
Para a Firjan, a melhoria da infraestrutura logística, a conectividade aérea e a chegada de novos empreendimentos ligados ao setor de óleo e gás são importantes para ampliar a competitividade e a capacidade de atração de investimentos do Norte Fluminense.
Fonte: Ascom
Foto: Divulgação


