A comunidade quilombola de Conceição do Imbé, localizada em Campos dos Goytacazes, tem enfrentado uma série de dificuldades estruturais que, segundo moradores, evidenciam anos de abandono por parte do poder público.
Relatos apontam falta de saneamento básico, estradas em condições precárias e dificuldades de acesso à educação, após o fechamento de uma unidade escolar na localidade.
Acesso precário e riscos à população
Vídeos recentes divulgados nas redes sociais mostram moradores — incluindo crianças — atravessando o Rio Mocotó a pé ou a nado para se deslocar, situação que tem gerado preocupação e reforçado as denúncias sobre a ausência de infraestrutura básica.
A dificuldade de mobilidade impacta diretamente o acesso a serviços essenciais, como educação, saúde e transporte.
Patrimônio histórico e resistência cultural
Reconhecida como patrimônio histórico pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 2023, a comunidade preserva tradições e valores da cultura afro-brasileira, sendo considerada um importante território de resistência quilombola no Norte Fluminense.
Apesar do reconhecimento institucional, moradores afirmam que a realidade vivida no local ainda é marcada pela invisibilidade social.
Denúncias de racismo ambiental e negligência
Lideranças comunitárias e ativistas apontam que a situação enfrentada pela comunidade configura um cenário de racismo ambiental, caracterizado pela desigualdade no acesso a direitos básicos e pela ausência de políticas públicas efetivas.
Segundo os relatos, o problema se arrasta há mais de uma década, sem soluções estruturais.
Cobrança por investimentos e políticas públicas
Diante do cenário, moradores cobram ações imediatas dos governos municipal e estadual, com foco em infraestrutura, acesso à educação, mobilidade e garantia de serviços essenciais.
Entre as principais demandas estão melhorias nas estradas, reestruturação do acesso à escola e investimentos em saneamento básico.
A comunidade também pede maior visibilidade para a pauta, com o objetivo de garantir dignidade e fortalecer a permanência das famílias no território.
Fonte: Redes Sociais – Foto: Reprodução


