O mercado financeiro brasileiro teve um dia de ajustes nesta terça-feira (27), após a forte reação dos investidores ao resultado eleitoral na véspera. O dólar recuou 1,07%, fechando a R$ 5,349, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,51%, aos 175.710,05 pontos.
A queda do dólar ocorreu depois da disparada superior a 8% registrada na segunda-feira (26), a maior alta diária da moeda desde janeiro de 1999. Durante o pregão desta terça, a cotação chegou a R$ 5,316. Apesar da recuperação, o movimento não foi suficiente para reverter as perdas recentes da Bolsa.
Incertezas sobre a economia
A cautela dos investidores está relacionada às perspectivas para o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente à condução da política fiscal e à indefinição sobre o futuro ministro da Fazenda.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição poderá atuar no mercado de câmbio caso identifique disfuncionalidades.
Petróleo pressiona ações
A Bolsa brasileira permaneceu no campo negativo, mesmo com a queda do dólar. Um dos fatores de pressão foi o recuo de 1,20% do petróleo Brent, que encerrou o dia cotado a US$ 109,41 por barril.
As ações da Petrobras, empresa de grande peso no Ibovespa, caíram cerca de 2%. Com o novo resultado negativo, o índice continuou próximo dos menores níveis registrados desde agosto.
Principais indicadores do dia:
- Dólar: R$ 5,349, queda de 1,07%;
- Ibovespa: 175.710,05 pontos, recuo de 0,51%;
- Petróleo Brent: US$ 109,41 por barril, baixa de 1,20%;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%.
Os investidores seguem atentos às definições da equipe econômica e aos sinais sobre a política fiscal do próximo governo.
Fonte: Reuters.




