Uma pesquisa de relevância global realizada pela Monash University, em parceria com a RMIT University e o Cancer Council Victoria, concluiu que o consumo diário de refrigerantes artificiais “diet” pode elevar em 38% o risco de desenvolver diabetes tipo 2. A descoberta surpreendeu, já que o risco identificado para refrigerantes comuns (com açúcar) foi menor, em torno de 23%.

O estudo acompanhou mais de 36 mil adultos australianos, entre 40 e 69 anos, durante quase 14 anos, levando em consideração sua ingestão de bebidas adoçadas artificialmente e outros fatores como peso corporal, hábitos e histórico de saúde. Mesmo após ajustes estatísticos, o consumo de bebidas diet permaneceu fortemente associado ao risco de diabetes.

Esses dados reforçam evidências anteriores de estudos como o MESA (Multi‑Ethnic Study of Atherosclerosis), que apontaram uma relação entre consumo de refrigerantes diet e maior risco de diabetes e síndrome metabólica. Participantes que consumiam bebidas diariamente apresentaram aumento de até 67% no risco mesmo após controle por estilo de vida.

Apesar de suplementos alimentares como aspartame e sucralose serem tradicionalmente vistos como seguros para controle de peso ou glicemia, recentes estudos reapontam para um possível impacto negativo sobre o metabolismo, como alterações na regulação da insulina, microbiota intestinal e aumento do apetite por alimentos calóricos.

🧠 O que os especialistas recomendam

Esses resultados indicam que refrigerantes diet não devem ser considerados alternativas saudáveis aos açucarados, sobretudo como hábito diário. Especialistas sugerem reduzir tanto o consumo de bebidas com açúcar quanto as versões dietéticas; preferindo opções como água, chás sem adição de açúcar ou sucos naturais em porções moderadas.

✅ Para cuidar da saúde: dicas práticas

Evite o consumo diário de refrigerantes, mesmo os sem açúcar.

Prefira bebidas como água, água com gás ou chá sem adoçante.

Mantenha uma alimentação equilibrada e prática de atividades físicas regulares.

Fique atento a alertas em políticas públicas que incentivem a restrição de consumo dessas bebidas.

Com informações do Jornal O Globo – Foto: Reprodução

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