Novas informações divulgadas na noite deste domingo (19), durante o Fantástico, programa da Globo, colocam novamente os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo no centro das investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

A operação, deflagrada na última quarta-feira (15), já havia resultado na prisão dos artistas, mas a reportagem exibida neste domingo trouxe novos elementos, como áudios inéditos e detalhes do funcionamento da estrutura financeira investigada.
Segundo a Polícia Federal, o esquema teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão, com base na exploração de rifas clandestinas e jogos ilegais. O dinheiro, de acordo com as investigações, era inserido no sistema financeiro com aparência de legalidade, sendo misturado a receitas de shows, publicidade e contratos musicais.

Um dos principais mecanismos apontados é a fragmentação de grandes valores em múltiplas transferências menores. Em um dos exemplos citados, R$ 5 milhões teriam sido divididos em cerca de 500 operações de R$ 10 mil, estratégia que dificulta o rastreamento e ajuda a camuflar a origem dos recursos.

A reportagem também revelou áudios envolvendo o cantor MC Ryan e o contador Rodrigo Morgado, apontado como peça-chave no esquema. Nas conversas, são mencionadas negociações para divulgação de plataformas de apostas, com valores que poderiam chegar a centenas de milhares de reais.

De acordo com os investigadores, Morgado seria responsável por estruturar empresas, intermediar pagamentos e operar mecanismos de proteção patrimonial, incluindo movimentações com criptomoedas, criando uma rede que permitia a circulação dos valores sem levantar suspeitas.

A Polícia Federal também destaca que a visibilidade dos artistas nas redes sociais teria contribuído para dar volume às transações, facilitando a entrada de recursos ilícitos em contas com grande movimentação financeira.

As investigações ainda apontam que valores de diferentes origens ilícitas podem ter circulado pelo esquema, incluindo crimes financeiros e outras atividades ilegais. Durante a operação, foram apreendidos bens avaliados em aproximadamente R$ 20 milhões.

As defesas dos envolvidos negam qualquer participação em atividades criminosas e afirmam que todas as movimentações financeiras têm origem lícita. Os advogados informaram que irão se manifestar nos autos do processo e buscar o esclarecimento dos fatos.

O caso segue sob investigação e novas fases da operação não estão descartadas.

Fonte: G1 / Fantástico
Foto: Reprodução

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