Mesmo estando nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou remotamente, na terça-feira (3), de uma sessão do Senado Federal e registrou seu voto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A participação ocorreu em uma reunião semipresencial, que permitiu o acesso dos parlamentares ao sistema de deliberação a distância.
Foi a primeira vez que Flávio registrou presença em uma sessão desde que deixou o Brasil, na semana passada. A viagem ocorreu após o segundo turno das eleições presidenciais e em meio a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal.
A decisão judicial está relacionada a uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. As apurações seguem em andamento, sem que isso represente condenação dos investigados.
Como foi a votação
Flávio votou a favor da PEC, proposta pelo governo federal para ampliar a integração entre as forças de segurança da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Também apoiou a Emenda nº 85, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), que previa a possibilidade de destinar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública às Forças Armadas em determinadas operações.
O senador, porém, votou contra o requerimento do relator da proposta, Rogério Carvalho (PT-SE), que retirou do texto principal as emendas sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 ou 14 anos. A separação das propostas foi aprovada por 38 votos a 36, deixando o tema para discussão em outra tramitação.
Situação no Senado
Flávio não comunicou à Mesa Diretora do Senado sua saída do país, conforme as informações divulgadas. O mandato do parlamentar segue válido até janeiro de 2027, e ele conseguiu participar da sessão por meio do sistema remoto.
O Senado não esclareceu a situação do senador. A equipe do gabinete também foi procurada.
O caso ainda repercute no campo judicial. Uma ação popular apresentada pelo advogado Leonardo Nicolau Passos Marinho pede a suspensão do pagamento de salários e verbas de gabinete do parlamentar. Para o autor da ação, a participação remota na votação não altera os argumentos apresentados no processo.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil




