O governo federal lança nesta terça-feira (12), em cerimônia no Palácio do Planalto, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa que pretende ampliar o enfrentamento às facções criminosas, milícias e ao tráfico de armas em todo o país. O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta reúne uma série de medidas voltadas à segurança pública e prevê cerca de R$ 11 bilhões em investimentos. Desse total, R$ 1 bilhão deve sair do Orçamento Federal de 2026, enquanto outros R$ 10 bilhões poderão ser liberados por meio de financiamentos do BNDES destinados aos estados que aderirem ao programa.
Entre os principais eixos do projeto está o combate financeiro às organizações criminosas. O governo quer ampliar mecanismos de rastreamento e bloqueio de recursos utilizados por facções e milícias, atingindo empresas de fachada, cadeias logísticas e movimentações financeiras suspeitas ligadas ao crime organizado.
A iniciativa também prevê a criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em nível nacional, além do fortalecimento do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos, buscando maior integração entre órgãos de investigação e inteligência.
Outro foco do programa será o sistema prisional. O governo pretende reforçar a segurança nos presídios estaduais com equipamentos modernos, bloqueadores de sinal de celular e sistemas mais rigorosos de fiscalização, em uma tentativa de impedir que líderes de facções continuem comandando crimes de dentro das unidades prisionais.
A proposta ainda inclui ações voltadas ao aumento da taxa de resolução de homicídios no Brasil. O plano prevê padronização de registros, integração de bancos de dados e fortalecimento das perícias técnicas e das polícias científicas nos estados. A modernização de institutos médico-legais também está entre as metas.
O enfrentamento ao tráfico ilegal de armas aparece como outro ponto estratégico do programa. O governo pretende ampliar operações integradas entre forças de segurança e fortalecer ações já iniciadas pela Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos.
A adesão dos estados será voluntária, mas os governos estaduais que participarem terão acesso aos recursos federais previstos no projeto.
Fonte: g1
Foto: Ricardo Stuckert – Presidência da República


