O governo federal trabalha com a expectativa de que o fim da escala de trabalho 6×1 seja aprovado pelo Congresso Nacional ainda no primeiro semestre deste ano. A avaliação é do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que afirmou haver empenho do Executivo na redução da jornada semanal e na ampliação do tempo livre para os trabalhadores.
Segundo o ministro, a proposta representa um avanço necessário nas relações de trabalho no Brasil, ao permitir mais descanso, convívio familiar e qualidade de vida. Boulos defende que a medida seja votada, aprovada e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nos próximos meses.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro, após participação em um ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que marcou a criação de um Grupo de Trabalho Técnico voltado à formulação de políticas públicas para o Complexo da Maré, na Zona Norte da capital fluminense.
De acordo com Boulos, o tema vem sendo tratado em conjunto com o Ministério do Trabalho e já faz parte da agenda de diálogo com o Congresso Nacional. O ministro informou que deve manter reuniões nas próximas semanas com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o andamento da proposta.
O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025, apresentada no ano passado e que já conta com o apoio de 226 parlamentares. A iniciativa foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Questionado sobre possíveis resistências do setor empresarial, Boulos afirmou que a oposição de grandes empresários não é novidade quando se trata da ampliação de direitos trabalhistas. Para ele, a mudança atende a uma demanda histórica da classe trabalhadora.
No âmbito do próprio governo, a escala 6×1 já foi eliminada para trabalhadores terceirizados da Presidência da República. Desde dezembro do ano passado, funcionários de áreas como limpeza e serviços gerais passaram a cumprir, no máximo, a jornada 5×2.
Fonte: Agência Brasil



