A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (3), a prisão do cantor de funk e trap Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, por descumprimento de medidas cautelares. A decisão foi proferida pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal.
Segundo a magistrada, o artista teria violado o monitoramento eletrônico ao menos 22 vezes, em episódios registrados principalmente entre outubro e novembro de 2025. Os relatórios apontam sucessivos períodos de fim de bateria da tornozeleira eletrônica, alguns com longas durações, o que teria inviabilizado a fiscalização judicial.
Na segunda-feira (2), o ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já havia revogado o habeas corpus que mantinha Oruam em liberdade. Para o STJ, o descumprimento reiterado do monitoramento demonstra risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, diligências estão sendo realizadas em diferentes endereços ligados ao cantor para o cumprimento do mandado de prisão.
Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis, durante uma operação policial no Rio de Janeiro. No ano passado, o mesmo ministro do STJ havia determinado a soltura do artista, substituindo a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica, por considerar a fundamentação da prisão inicial insuficiente.
Defesa
A defesa do cantor nega qualquer descumprimento proposital. O advogado Fernando Henrique Cardoso afirma que o equipamento de monitoramento apresentava falhas técnicas.
Segundo ele, em dezembro, Oruam foi convocado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), onde técnicos constataram problemas no carregamento da tornozeleira, que acabou sendo substituída. A defesa afirma possuir documento oficial que comprova a falha e a troca do equipamento.
Fonte: g1 – Foto: Webert Belicio / Agnews


