O samba, o teatro e a cultura popular brasileira perderam uma de suas maiores referências. Morreu Haroldo Costa, ator, diretor, escritor e intelectual que dedicou a vida à valorização da identidade cultural do Brasil, com atuação marcante no Carnaval, no teatro e na produção artística nacional.
Figura central na construção da memória do samba e dos desfiles das escolas de samba, Haroldo Costa foi responsável por formar gerações de sambistas, pesquisadores e amantes do Carnaval, ajudando a traduzir a grandiosidade dos enredos, a força dos sambas e o papel social das agremiações na história do país.
Além de sua contribuição ao Carnaval, Haroldo também quebrou barreiras no teatro brasileiro ao se tornar o primeiro ator negro a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um marco histórico na luta por representatividade e reconhecimento da arte negra nos grandes palcos do país.
Intelectual respeitado, Haroldo Costa foi um incansável defensor da cultura popular, deixando um legado que ultrapassa os limites da folia e se consolida como patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil. Sua obra permanece viva na memória coletiva e segue como referência para estudiosos, artistas e foliões.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, lamentou a morte do artista em nota publicada nas redes sociais, destacando a importância de Haroldo Costa para a cultura brasileira e manifestando solidariedade à família, aos amigos, aos admiradores e à comunidade do Salgueiro, escola pela qual nutria profunda paixão.
A despedida de Haroldo Costa representa uma perda irreparável para o samba e para a cultura nacional, mas seu legado seguirá ecoando nos desfiles, nos palcos e na história do povo brasileiro.
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