Procedimento foi instaurado em julho e apura também suspeitas de organização criminosa e enriquecimento ilícito
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga o candidato ao Governo do Estado e presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), por suspeitas de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação foi instaurada em 17 de julho, pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, após uma denúncia que também apontou suspeitas de conflito de interesses e enriquecimento ilícito. O procedimento tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Segundo informações divulgadas por O Globo, a apuração envolve duas empresas ligadas a Ruas: a Saur Construção, Terraplanagem e Locação Ltda. e a DM Invest Consultoria e Participações Ltda. De acordo com parecer interno do MPRJ, diligências preliminares confirmaram os vínculos societários do candidato com as empresas.
Movimentações imobiliárias
A investigação identificou que a Saur adquiriu três imóveis entre 2023 e 2025, sendo dois em Duque de Caxias e um em São Gonçalo. As operações somaram R$ 7,4 milhões.
Ainda segundo os documentos citados na reportagem, as movimentações relacionadas a escrituras de compra e venda envolvendo a empresa, entre janeiro de 2023 e maio de 2025, chegaram a R$ 12,23 milhões. Desse montante, R$ 9,8 milhões estariam relacionados a negócios com a EBL Participações e Empreendimentos Ltda.
O MPRJ também havia solicitado à Procuradoria-Geral do Estado informações sobre possíveis pagamentos do Governo do Rio às empresas Saur e DM Invest. Segundo a PGE, não foram encontrados pagamentos às duas empresas.
Investigação segue em andamento
A apuração foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e está sob relatoria do desembargador Carlos Santos de Oliveira.
A investigação ainda não representa uma conclusão sobre a responsabilidade de Douglas Ruas. O procedimento busca apurar os fatos e reunir elementos sobre as suspeitas apresentadas ao Ministério Público.
Após a divulgação do caso, Ruas afirmou que o Ministério Público deve cumprir seu papel de investigar e declarou acreditar que o procedimento será arquivado. Segundo declaração reproduzida por veículos que acompanharam o caso, ele disse estar à disposição para prestar esclarecimentos caso seja necessário.
Fonte: O Globo / MPRJ



