Uma operação realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (10), 15 policiais militares suspeitos de integrar o esquema de segurança do bicheiro Rogério Andrade, apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no estado.
A ação foi conduzida por promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e tinha como objetivo cumprir 20 mandados de prisão preventiva. Entre os alvos estão policiais militares da ativa e da reserva, além de agentes ligados ao sistema penitenciário.
Segundo o Ministério Público, até a última atualização da operação 15 pessoas haviam sido presas. Entre os detidos estão diversos subtenentes da corporação.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam uma carabina equipada com silenciador com um primeiro-sargento da Polícia Militar.
Esquema atuava na proteção do jogo do bicho
De acordo com o Gaeco, os investigados faziam parte do chamado “núcleo de segurança” da organização criminosa ligada a Rogério Andrade.
Os suspeitos teriam atuado na proteção de pontos de exploração ilegal de jogos de azar, principalmente na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Ainda segundo a investigação, o grupo utilizava práticas sistemáticas de corrupção para garantir o funcionamento das atividades ilegais.
Os denunciados vão responder por organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, além de crimes relacionados à associação com outras organizações criminosas.
Mandados foram cumpridos em várias cidades
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti.
O próprio Rogério Andrade também é alvo da operação, mas já se encontra preso no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Corporações se manifestam
Em nota, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que não compactua com desvios de conduta e que os agentes envolvidos serão submetidos a processos administrativos disciplinares.
Os policiais presos foram encaminhados para a unidade prisional da PM em Niterói, na Região Metropolitana.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro informou que um policial penal investigado está inativo e não foi localizado, enquanto a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro declarou que um ex-agente também é considerado foragido.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria Geral Unificada.
Fonte: g1 – Foto: Reprodução Jornal Nacional


