O retorno das atividades legislativas na Câmara Municipal de Campos, previsto para fevereiro, será marcado por uma configuração atípica na bancada do PDT, partido que possui a segunda maior representação da Casa. Nenhum dos três vereadores eleitos diretamente pela legenda estará, neste momento, exercendo o mandato parlamentar, abrindo espaço para a atuação de suplentes.
As mudanças ocorrem em razão da permanência de parlamentares do PDT no Executivo municipal. Após as saídas de Leon Gomes e Diego Dias, que assumiram as secretarias de Infância e Juventude e de Limpeza Pública, respectivamente — possibilitando as entradas de Rio Lu e Marcelo Ferez —, agora é a vez do vereador Cabo Alonsimar deixar temporariamente o Legislativo. Ele deve assumir, nos próximos dias, a subsecretaria de Limpeza Pública.
Com isso, quem passa a ocupar uma das cadeiras do PDT é Filipe Coutinho (Foto), terceiro suplente da legenda. Apesar da posição na suplência, Filipe obteve uma votação expressiva nas eleições de 2024, com 2.228 votos. Ele é ligado politicamente à deputada federal Dani Cunha e ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, figura de destaque no cenário político nacional.
O partido já enfrentou turbulências internas ao longo do atual mandato. Um dos episódios mais marcantes ocorreu quando Diego Dias, sem alinhamento formal com a direção partidária, negociou diretamente sua ida ao Executivo municipal. A movimentação resultou na perda da Primeira Secretaria da Câmara, que acabou sendo ocupada pelo Republicanos, por meio do vereador Anderson de Mattos.
Outro ponto de atenção no PDT é o futuro político de sua liderança municipal. O presidente do partido em Campos deve retornar à Câmara no fim de março, dentro do prazo legal de desincompatibilização, com vistas a uma possível candidatura a deputado federal, movimento considerado estratégico pela legenda em municípios de grande porte como Campos dos Goytacazes.
Fonte: Blog Do Leandro Nunes – Foto: Rede social


