Após uma operação de fiscalização realizada esta semana em Lagoa de Cima, zona rural de Campos dos Goytacazes, a Prefeitura anunciou que vai iniciar a remoção de estruturas irregulares construídas em áreas públicas e de preservação ambiental. A ação conjunta reuniu equipes de diversas secretarias municipais e identificou o uso indevido de terrenos públicos, incluindo a instalação de cercas, quiosques e construções improvisadas às margens da lagoa.

A vistoria foi coordenada pelas secretarias de Meio Ambiente, Posturas, Obras, Serviços Públicos e Segurança Pública, que constataram a ocupação irregular em áreas não autorizadas — muitas delas às margens da lagoa e em trechos considerados de proteção permanente (APP). A partir do levantamento, o município prepara uma nova fase da operação, que prevê a demolição de estruturas e retirada das cercas instaladas sem autorização.

“Nosso objetivo é garantir que o uso do espaço público respeite as leis ambientais e urbanísticas. Lagoa de Cima é um patrimônio natural do município e precisa ser preservada”, destacou um dos representantes da equipe de fiscalização.

Durante a vistoria, moradores e comerciantes foram notificados. Alguns já iniciaram a retirada voluntária de objetos e estruturas. A Prefeitura afirma que os casos reincidentes ou que desrespeitarem o prazo estabelecido nas notificações terão as construções removidas pela própria administração municipal.

As ações fazem parte de um plano de ordenamento territorial da área, que há anos sofre com ocupações irregulares, sobretudo em períodos de alta temporada e feriados. A meta da Prefeitura é promover o uso sustentável e seguro da Lagoa de Cima, garantindo o acesso público, a preservação ambiental e o cumprimento da legislação vigente.

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