Um policial rodoviário federal que matou a ex-namorada em Vitória, no Espírito Santo, já havia sido denunciado por tentativa de estupro meses antes, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Segundo relatos, a denúncia foi feita em julho de 2025 por uma ex-agente da própria corporação, que afirma ter sido vítima dentro de uma unidade operacional localizada no distrito de Morro do Coco.
De acordo com o depoimento, o policial, identificado como Diego Oliveira de Souza, teria desviado o trajeto de uma ronda e, no local, feito investidas físicas contra a colega, tentando forçá-la a manter contato íntimo. A vítima relata que conseguiu impedir a ação após reagir e ameaçar se defender.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, sendo enquadrado como tentativa de estupro e posteriormente encaminhado à Polícia Federal, responsável pela investigação.
No entanto, segundo a denunciante, o processo não teve andamento significativo. “Eu denunciei e a polícia não fez nada”, afirmou, destacando a demora na apuração e a falta de medidas efetivas.
O policial voltou a ser notícia nesta semana após matar a tiros a ex-namorada, Dayse Barbosa, dentro da casa dela, em Vitória. Após o crime, ele tirou a própria vida.
A ex-agente afirma que, após a denúncia, passou a sofrer perseguições e não se sentiu protegida pelas instituições. Segundo ela, o processo administrativo disciplinar só foi instaurado meses depois e não teve conclusão até o momento do crime.
Em nota, a Polícia Federal informou que não comenta investigações em andamento. Já a Polícia Rodoviária Federal afirmou que abriu procedimento administrativo e que adotou medidas para evitar contato entre os envolvidos.
O caso reacende o debate sobre a eficácia das investigações e a necessidade de respostas mais rápidas em denúncias de violência, especialmente quando envolvem agentes públicos.
Fonte: g1 Norte Fluminense
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